sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Rex hominum

A tempestade já durava meses e os humildes camponeses viam-se em uma situação desesperadora:
_ Ó, Zeus Pai! Tu, em seu sacro trono, não tens piedade de nós, pobres mortais? Continuas a castigar-nos com teus raios, dia após dia, nessa chuva que não se cessa jamais. Do Olimpo, fere a terra com suas alvas flechas , os nossos ouvidos com grandes estrondos ressoantes. Como se não bastasse tamanho dilúvio, mandaste-nos também Zéfiros que devastam os campos, destroem nossas casas e dizimam os frutos de anos de trabalho. O que queres de nós, ó, ser imortal.
A chuva, os raios e a destruição continuavam incessantemente...
_ Se lutar fosse justo e divino, ó Zeus Pai, criaria asas, subiria ao teu posto sagrado e confrontar-te-ia. Com minhas armas, enfrentaria a claridade de sua omnipotência, a vastidão do seu universo e a verdade dos seus mistérios. Voaria até o Olimpo, violaria as Deusas, saquearia seus recursos e destruiria-o para que nunca mais tenha um lugar para chamá-lo de celestial. Mas, Tu, ó Zeus Pai, ris de nossa condição humana, ris de nossos vícios e de nossos eternos erros. Tu te divertis com o nosso infortúnio. Ó Zeus pai, o que queres de nós? O que queres de nós? Senhor de nossos destinos.
Neste momento a negra tempestade se intensificou e muitos camponeses morreram...
_Sábio tu és, Ó Grande Zeus! Não deste ao homem conhecimento suficiente para entender-te. Gaia age ao seu favor e até o Amor é seu conselheiro. Quem és tu que estas acima da natureza e de mãos dadas com o Amor? Tu és divino, imortal, chama acesa contra o vento. Tu és a verdade. Somos míseros perante ti. Imperfeitos e disonestos. Não existe nada que possamos fazer contra a tua vontade, ó aquele que rege vidas!
E assim a chuva parou.
Obs:. viajei bonito agora! rsrsrs fui eu que escrevi esse texto?^^

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Correções

Bem, por achar que estava distoante, dissonante do resto do blog, tirei os posts " The saviour" e "Explicação". No entanto, deixo aqui o poema que estava lá com a tradução.

“The saviours”
Shinning Light, morning sun,
Solis Lux, noctis timor,
Brilla luce, stella mia,
Sempre bela, aurorear.

Stellae guardians, lucis nuntii,
Sagi sollertia, deep harmony,
Templa naturae, hominis lumens,
Verità mia, pessoa luz.

“Os salvadores”
Luz brilhante, sol da manhã,
Luz do sol, temor da noite,
Brilha luz, estrela minha,
sempre bela, aurorear.

Guardiões das estrelas, mensageiros da luz,
Esperteza dos sábios, harmonia profunda,
Templos da natureza, olhos dos homens,
Minha verdade, pessoas luz

Icarus

Voar, voar, voar... Como é gostoso voar livremente pelo céu. O vento refresca o calor, o horizonte fica maior e a sensação de liberdade ao percorrer a vastidão do céu é infinita.
Icarus fazia piruetas no ar, voava pra lá e pra cá, testava toda sua velocidade, ia mais alto do que as nuvens, dava grandes mergulhos em direção ao chão, parava de cabeça pra baixo e se divertia como toda criança que voa faz. Bem, na verdade, ele era, e ainda é, a única criança que já voou no planeta terra.
Infelizmente, ele era muito solitário. Seus amigos tinham inveja dele e demonstravam essa inveja ignorando-o e deixando-o de lado. Pobre Icarus, todos tem seus dons, mas o seu era especial demais.
Nas noites mais solitárias, ele voava e via do alto aquela luzinhas acesas das casas e, rasgando o céu, mergulhava para ver as pessoas. Mesmo sem ser visto e convidado, ele se sentia mais feliz por estar perto de outras pessoas e quando havia crianças brincando ele ficava horas olhando pela janela e, depois, voltava muito feliz. Icarus não tinha pais...
Um dia Icarus decidiu voar em direção ao sol. Outra coisa que o distraia da solidão era o sol. Ele era fascinado pelo sol e sempre se perguntava coisas do tipo: "Pra onde vai o sol a noite?", "porque o sol brilha tanto?", "porque o sol nos ilumina?", etc. Ele voou, voou e ninguém nunca mais o viu. As pessoas dizem que ele virou um estrela e que ninguém o vê porque ela brilha de dia.
Talvez a história seja verdade. Sendo essa estrela, ele acompanha o sol que tanto admira, não perturba as pessoas que se sentem tão incomodadas com o seu dom e com o seu brilho e as outras estrelas lhe fazem companhia.