sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Rex hominum

A tempestade já durava meses e os humildes camponeses viam-se em uma situação desesperadora:
_ Ó, Zeus Pai! Tu, em seu sacro trono, não tens piedade de nós, pobres mortais? Continuas a castigar-nos com teus raios, dia após dia, nessa chuva que não se cessa jamais. Do Olimpo, fere a terra com suas alvas flechas , os nossos ouvidos com grandes estrondos ressoantes. Como se não bastasse tamanho dilúvio, mandaste-nos também Zéfiros que devastam os campos, destroem nossas casas e dizimam os frutos de anos de trabalho. O que queres de nós, ó, ser imortal.
A chuva, os raios e a destruição continuavam incessantemente...
_ Se lutar fosse justo e divino, ó Zeus Pai, criaria asas, subiria ao teu posto sagrado e confrontar-te-ia. Com minhas armas, enfrentaria a claridade de sua omnipotência, a vastidão do seu universo e a verdade dos seus mistérios. Voaria até o Olimpo, violaria as Deusas, saquearia seus recursos e destruiria-o para que nunca mais tenha um lugar para chamá-lo de celestial. Mas, Tu, ó Zeus Pai, ris de nossa condição humana, ris de nossos vícios e de nossos eternos erros. Tu te divertis com o nosso infortúnio. Ó Zeus pai, o que queres de nós? O que queres de nós? Senhor de nossos destinos.
Neste momento a negra tempestade se intensificou e muitos camponeses morreram...
_Sábio tu és, Ó Grande Zeus! Não deste ao homem conhecimento suficiente para entender-te. Gaia age ao seu favor e até o Amor é seu conselheiro. Quem és tu que estas acima da natureza e de mãos dadas com o Amor? Tu és divino, imortal, chama acesa contra o vento. Tu és a verdade. Somos míseros perante ti. Imperfeitos e disonestos. Não existe nada que possamos fazer contra a tua vontade, ó aquele que rege vidas!
E assim a chuva parou.
Obs:. viajei bonito agora! rsrsrs fui eu que escrevi esse texto?^^

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Correções

Bem, por achar que estava distoante, dissonante do resto do blog, tirei os posts " The saviour" e "Explicação". No entanto, deixo aqui o poema que estava lá com a tradução.

“The saviours”
Shinning Light, morning sun,
Solis Lux, noctis timor,
Brilla luce, stella mia,
Sempre bela, aurorear.

Stellae guardians, lucis nuntii,
Sagi sollertia, deep harmony,
Templa naturae, hominis lumens,
Verità mia, pessoa luz.

“Os salvadores”
Luz brilhante, sol da manhã,
Luz do sol, temor da noite,
Brilha luz, estrela minha,
sempre bela, aurorear.

Guardiões das estrelas, mensageiros da luz,
Esperteza dos sábios, harmonia profunda,
Templos da natureza, olhos dos homens,
Minha verdade, pessoas luz

Icarus

Voar, voar, voar... Como é gostoso voar livremente pelo céu. O vento refresca o calor, o horizonte fica maior e a sensação de liberdade ao percorrer a vastidão do céu é infinita.
Icarus fazia piruetas no ar, voava pra lá e pra cá, testava toda sua velocidade, ia mais alto do que as nuvens, dava grandes mergulhos em direção ao chão, parava de cabeça pra baixo e se divertia como toda criança que voa faz. Bem, na verdade, ele era, e ainda é, a única criança que já voou no planeta terra.
Infelizmente, ele era muito solitário. Seus amigos tinham inveja dele e demonstravam essa inveja ignorando-o e deixando-o de lado. Pobre Icarus, todos tem seus dons, mas o seu era especial demais.
Nas noites mais solitárias, ele voava e via do alto aquela luzinhas acesas das casas e, rasgando o céu, mergulhava para ver as pessoas. Mesmo sem ser visto e convidado, ele se sentia mais feliz por estar perto de outras pessoas e quando havia crianças brincando ele ficava horas olhando pela janela e, depois, voltava muito feliz. Icarus não tinha pais...
Um dia Icarus decidiu voar em direção ao sol. Outra coisa que o distraia da solidão era o sol. Ele era fascinado pelo sol e sempre se perguntava coisas do tipo: "Pra onde vai o sol a noite?", "porque o sol brilha tanto?", "porque o sol nos ilumina?", etc. Ele voou, voou e ninguém nunca mais o viu. As pessoas dizem que ele virou um estrela e que ninguém o vê porque ela brilha de dia.
Talvez a história seja verdade. Sendo essa estrela, ele acompanha o sol que tanto admira, não perturba as pessoas que se sentem tão incomodadas com o seu dom e com o seu brilho e as outras estrelas lhe fazem companhia.

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Depois de um dia de calor intenso...

Dois filósofos conversam:

_ Eu acho que esse sol atrapalha tudo, sabe... Quanto mais calor, mais energia no sistema e maior o grau de agitação das moléculas, entende? É por isso que o Brasil não vai pra frente, não é Europa. Esse sol e esse calor atrapalham tudo... Na Europa e nos Estados Unidos faz mais frio e as pessoas ficam mais quietas e pensam mais racionalmente. Aqui não, sabe, o sol dá lombeira depois do almoço, corrompe a moral das pessoas, desanima...
_ Olha, você falou tudo , - disse o outro filósofo com um ar de genialidade - o sol é o grande problema do Brasil! Se vivêssemos em um clima temperado o Brasil seria o grande expoente do novo mundo! - Conclui com o peito e o braço direito ufanisticamente erguidos.
_ É isso mesmo! - Diz o outro entusiasmado.
_ É por isso que proponho que mudemos o clima do Brasil! - Diz o filósofo mais empolgado do que antes.
_ Ma...,mas - gaguejou o outro filósofo incrédulo, não acreditando no que acabara de ouvir.
_ Vamos fazer com que o clima do Brasil seja frio. - continuou o outro filósofo quase aos berros, como se estivesse em um palanque , fazendo um discurso político - Tenho certeza de que os cientistas tem a solução para isso, basta perguntar para os químicos, metereologistas!
O outro filósofo continuava olhando sem saber o que dizer.
E assim nasceu e morreu a utopia.

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Mineirês

_Uai cara! Bão demais?
_Tudo bom cara!
_ Que que cê ta rumano?
_ Tamo aê na luta né cara! Oia só pucê vê: Ontem eu tava voltano pra casa, 6 hora da tarde, e o ônibus tava lotado demais da conta, tava um absurdo, sabe?
_ Sei bem com’é que é cara!
_ Poizé, ai tava o pessoal reclamando da vida, do ônibus cheio, aquela lambera só...
_ hum...
_ todo mundo com aquele rosto de boi lambido e tal, quando uma mulher virou pro trocador e falou:
_ Isso é um absurdo trocador, a gente voltano do trabalho e tem que agüenta um ônibus desse jeito? Onde já se viu? Esse ônibus demora demais pra passa e quando passa só passa lotado assim ó!
_ O trocador olhou pra ela com toda a calma e lentidão do mundo e falou com um sotaque baiano:
_ My cherry, estressa não! A gente não pode faze nada não...
_ A mulher olhou com uma cara tão engraçada pro trocador que até descontraiu a galera, mas vendo o horário que eu cheguei em casa não achei muito mais graça não...
_ Esses negócio é complicado viu cara, mas é assim mêz, é tudo politicagem, pessoal não liga pra nóis não sô! Outro dia eu tava no viaduto Santa Tereza e passou um carro de polícia com os policial tudo olhando pr’uma muié que tava passano de um lado enquanto do outro lado tava teno um assalto...
_ É mêz? Sério mêz?...ta difícil num ta não? Qualquer dia vão ta fazeno coisa pior...
_ É mêz, mas e ai vamo entra? A gente conversa mais e tal...
_ Fica p’otra hora cara! Bom te ver! Abração!
_ Cê que sabe! Té mais intão!
_ Inté!

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Tempo sumido

Fiquei um tempo sem postar porque era final de semestre e eu não tinha tempo, nem inspiração para escrever, pois tinha que levar nas costas umas 5 provas gigantescas, trabalhos, e por ai vai! Mas agora eu tô de volta e é só correr pro abraço! ^^ Vou traduzir aqui o texto em italiano que tinha postado mês passado! Sei que tem muitas coisas aqui que muita gente não entende pq são meio especificas (como a conversa minha e do Dí sobre futebol), mas vou explicar melhor as coisas. Sobre os textos em italiano, seria legal vocês falarem em voz alta e fazerem a mãozinha típica! Vocês vão ver que é gostoso pra caramba! huahuahau! t+
Ah, e só mais uma coisa, o post "Arte contemporânea" foi idéia da Jessica! hehe! Te amo linda!

Aqueles dias

Existem dias difíceis de compreender. São aqueles dias em que sua voz parece fraca demais, o mundo parece bem injusto e a razão se vai. Nesses dias, um erro é tudo aquilo que você não quer.
"É próprio do homem ter compaixão dos aflitos" disse Bocaccio (Decameron). Se a procura e não a encontra, viver pode tornar-se qualquer coisa de ruim. Acontece que naqueles dias, quando você mais precisa, a compaixão e a compreensão não estão lá para você. Um simples erro e não tem retorno mais.
De certo modo, alguma coisa acontece dentro de você. O pranto se torna força, a raiva se torna coragem e no coração surge aquela vontade de lutar contra o mundo, de fazer-se enteder, de defender a sua dignidade.
Cresce-se e entende-se tudo. Não olhe para trás, esses dias passam...

Arte Contemporânea

amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!Te amo!

Fiz isso sem usar o ctrl + c, ctrl + v!

terça-feira, 5 de junho de 2007

Quei giorni

Ci sono giorni difficile da capire. Sono quei giorni in cui la tua voce sembra troppo debole, il mondo sembra troppo ingiusto, la ragione se ne va. In questi giorni un errore è tutto quello che non vuoi.

“Umana cosa è aver compassione degli affliti” disse Bocaccio. Se la cerchi e non la trovi vivere puó diventarsi qualcosa di cattivo. Succede che in quei giorni, quando hai più bisogno, la compassione e la comprensione non ci stano per te. Un solo errore e non c’è più ritorno.

Di certo modo qualcosa accade dentro te. Il pianto si diventa forza, la rabbia si diventa coraggio e nel cuore sorge quella voglia di litigare contro il mondo, di farsi capire, di difendere la sua dignità.

Si cresce e si capisce tutto. Non guardare indietro, questi giorni passano...

sábado, 19 de maio de 2007

O todo

O mundo foi criado assim:
Antes existia o todo. Ele era constituído por todas as redes de significações que se é possivel perceber racionalmente e intuitivamente. O todo abrangia todo os universos, todos os tempos, todos os pólos antagônicos existentes e toda a energia que existe. O todo abrangia tambem o que não existe. E assim tudo e nada eram uno, tudo e nada eram o todo. Na verdade, o todo não existia.
Um belo dia nasceu a mulher e o homem. Como são seres que existem e não existem eles são como o todo. Na verdade, o todo parece estar em cada um deles. Cada um é tudo e cada um é nada. E assim o ser humano não se compreendeu.
A vida e a morte já existiam e ao mesmo tempo não existiam. A vida e a morte foram dadas aos seres mortos-vivos e com a vida-morte veio o livre arbítrio. O livre arbítrio deu o direito aos seres-não-seres humanos-não-humanos de fazerem o que bem entendessem com suas vidas-mortes.E o resultado é o mundo em que vivemos.
Para começar a aproveitar sua liberdade-prisão o ser-não-ser humano-não-humano criou os paradoxos. A vida agora é o contrário da morte, o frio é o contrário do calor, o ser é o contrário do não ser, o amor é o contrário do ódio e a alegria é o contrário da tristeza. Tudo agora é tudo mesmo e para justificar essa divisão do tudo-nada o ser agora vivo e agora humano criou a ciência. Devido a essa criação estamos todos aqui hoje.
Cada vez mais esquecemos do todo e nos especializamos, restringimos a nossa percepção em uma direção qualquer da área do conhecimento, sempre em busca do nada-tudo. Procuramos nos números, na filosofia, na sociologia e na antropologia a racionalização do que não entendemos, buscamos respostas dentro de nós mesmos através da arte e da psicologia, buscamos o todo nas religiões, na natureza com a física e a quimica, etc e não chegamos a lugar nenhum mas, ao mesmo tempo, chegamos a todos os lugares. Podemos ir aonde quisermos que seremos bem sucedidos. A questão é porque ir...

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Em vez de quando vou postar umas conversas engraçadas de msn aqui! Essa é uma delas! Hehe, rachei d+ no dia!

renan diz:
viu o gol do Messi?

Codorna diz:
vi vei
teve a manha d+

renan diz:
podes crer cara
Quero ver vc fazer um gol desse no PES 7 ae

Codorna diz:
impossivel
pq eu to com o 6
heauaeh

renan diz:
lol (jim carrey fazendo dãã)

Codorna diz:
heauheauehu
mas ta foda cara
to penando pra acostumar

renan diz:
O processo de adaptação de qd muda a bola é sempre complicado ne´cara, e tem tb a questão dos campos novos né cara...sabe como é, larguras diferentes e tal...é foda mesmo

Codorna diz:
o gramado ta me incomodando tb... eu acostumado aos grotas quando levado aos tapetoes europeus sinto aquele baque, mas tamo trabalhando forte essa semana, o professor ta me dando a oportunidade e eu vo fazer o melhor pra ajudar meus companheiros a sair com um resultado positivo

renan diz:
N com certeza, ate a rpórpia chuteira vc tem q mudar e readaptar né cara...n, porra vei, se sabe q eu sou seu amigo e te dou moral cara, to torcendo procê adaptar rapido e dar o seu melhor nos campos...porra vei na moral, treina mesmo, vai fundo ae q tudo é fruto de um trabalho

Codorna diz:
agora q to saindo da nike e indo pra adidas acho q vou ter mais apoio no sentido de obter uma chuteira com as minhas caracteristicas e q atenda as minhas necessidades enquanto jogador profissional

renan diz:
marca ae 5 min

Codorna diz:
ok

renan diz:
sim, sim, eu compreendo e ate achei q o seu empresário foi feliz em fazer essa negociação...sabe como é né cara...a gente de fora só pode torce né cara, mas o resto é com vcs... tô feliz por vc cara

quinta-feira, 10 de maio de 2007


E ae gente, um tempinho sem postar mas trouxe aqui algo meu inédito...um poema pré-concreto alla apolinaire e seus caligrammes feito por mim em uma aula de teoria da literatura II. Em breve terá coisas mais legais aqui! Wait and see! Aguardem! Aspetate ragazzi!

domingo, 15 de abril de 2007

Poema sem pretenção

A página em branco
é apenas um sinal.
A dor-palavra é,
às vezes, não-poética.

Ela não se encaixa em sonetos,
nem se sente a vontade em versos livres,
fugir às regras também não é o bastante.
Ela apenas é,
apenas está.

Crônicas da Modernidade - Parte 1

Aquele cavaleiro, ajoelhado, apoiava-se em sua espada e olhava para o sangue em sua mão esquerda, não acreditando na possibilidade de ter sido ferido. Ao seu redor, o barulho agudo de milhares de espadas em combate, o cheiro mórbido dos cadáveres e os gritos guerreiros dos soldados. Vento só havia quando espadas cortavam o ar próximo ao seu corpo. Dois exércitos. Mais de cem mil combatentes.
Não importava agora mais nada. Aquela guerra tinha ido longe demais. Ergueu-se bravamente, lutou com seus inimigos mais próximos, olhou ao redor, deu um bravo urro de guerra que foi rapidamente respondido pelos seus soldados, avistou o general dos inimigos, correu em direção ao seu arquirival em pleno campo de batalha, matou dúzias de homens em seu caminho e começou o duelo com o negro general desferindo-lhe um golpe com todo o seu impulso, velocidade e força.
Havia nos olhos do cavaleiro uma raiva desmedida, mas era aquela raiva quase que justificável, de quando o fraco luta contra o forte, o bonzinho luta contra o malvado por algum motivo maior, para o triunfo do bem moral. Já nos olhos do general negro se via a raiva causada pelo ódio, pela fúria, pela dor, marca de uma pessoa transtornada e possuída totalmente pelo mal. Eles entreolhavam-se.
No golpe seguinte e no outro deu-se início uma batalha jamais vista entre os mortais. Cada golpe de ambos os lados partiriam montanhas, rasgariam o céu, abririam fendas gigantescas no fundo do oceanos. E ambos defendiam milagrosamente esses ataques com seus corpos, suas espadas e esquivando-se sagasticamente pelas frações de segundo e milímetros de espaço que as lâminas de suas espadas permitiam-lhes movimentar.
Mas assim como o mar bate contra o rochedo, eles estavam se desgastando e a cada golpe, a cada movimento eles se tornavam mais frágeis e vulneráveis. Um golpe ferira o braço do cavaleiro. Um chute o fez ajoelhar. Tudo estava perdido, não havia mais esperanças para o bem.
Mas, no momento em que o general negro mataria o cavaleiro, algo surpreendente aconteceu. Talvez com a força que os homens possuem, mas que só é manifestada nos momentos mais críticos e desesperadores, o cavaleiro desferiu com as duas mãos em sua espada um golpe tão brutal contra a espada de seu inimigo, que, não só tirou esta da trajetória de cortar sua cabeça como também a jogou longe dos dois. As trevas agora davam lugar a luz. As nuvens negras já não continham mais os raios solares. A esperança voltou a sorrir.
Quando o cavaleiro armou seu golpe heróico, triunfal, que o faria entrar para a história, que o tornaria imortal, eu desliguei a tv. Eu tinha acabado de acordar e aquela monstruosidade épica diante dos meus olhos já estava me cansando, embora me tenha fascinado. Mas vamos com calma, era apenas o aurorear de um dia, de um feriado para ser mais exato, e além do mais, eu já sabia como que ia, ou deveria, acabar a história mesmo... O melhor a fazer foi ir à cozinha tomarum belo café da manhã.

domingo, 8 de abril de 2007

Mistérios da vida - Parte 1

Porque a comunicação humana é tão falha?

Não sei se já aconteceu com todos vocês, mas acontece muito comigo. Eu presencio bastantes casos em que as palavras não são sufientes para expressar uma determinada vontade ou desejo.
Às vezes queremos agradar uma pessoa fazendo um elogio, simplesmente comentando um fato ou brincando e acabamos ofendendo a pessoa ou sentimos que algo de estranho aconteceu pois a pessoa parece não ter gostado, etc. A impressão que passa é que as palavras não carregam nossos sentimentos de bem querer para outras pessoas de modo tão simples e rápido como pensávamos.
Em alguns casos é tão difícil expressar um sentimento, uma explicação profunda para uma ação que é preciso escrever um livro de 600, 1000 ou 2000 páginas para passar ao próximo aquilo que se sentia por dentro. E não é á toa que não existe definições para amor, morte, alegria, tristeza, felicidade, etc. Às vezes nem um simples "eu te amo" é suficiente.
Estaria nesse mistério da vida a explicação de porque tantas pessoas que se amam tanto brigam, desentendem-se e separam-se? Será que se essas pessoas falassem com o coração e não com a boca através das palavras as coisas seriam diferentes? Não sei bem ao certo...
Renanto Russo disse:

Brigar para que se é sem querer,
Quem é que vai nos proteger
Será que vamos ter que responder
Por uns erros a mais
Eu e você...

Talvez seja tudo sem querer mesmo. Familiares, casais, amigos que se amam, inocentemente tropeçam nas palavras. Talvez o mundo esteja como está sem querer. Aprender a lidar com as palavras requer disciplina, ou seja, requer conhecimento e controle interno do indivíduo. Non é una cosa facile, não é de um dia para outro.
A comunicação humana é um grande mistério. A história da torre de Babel nos conta que os homens queriam construir uma torre que alcançasse o céu e como castigo Deus puniu os homens fazendo com que eles falassem dversas línguas e isso os atrapalhou e ocasionou a queda da torre de Babel. Segundo a passagem bíblica, Deus fez com que eles falassem diversas línguas justamente para se desentenderem...
Vingança de Deus ou não, ainda acho a idéia do sem querer mais importante apra nossas vidas, porque ela está relacionada com o perdão. A história da torre de Babel, assim como tudo na bíblia, é uma metáfora para tentar explicar algo que as palavras não conseguem explicar e, assim como toda metáfora, ela é plausível de inúmeras interpretações.
Concluindo, acho que se quando olhassemos para uma pessoa, pudessemos ver seu coração, não seria necessário palavras, nem outro tipo de comunicação. O fato de não enxergamos os "corações" das pessoas tem um motivo e esse motivo é um dos mistérios da vida. Porque é assim? Eu tenho uma teoria. E vocês?

Ouça quem tem coragem de ouvir,
Amanheceu o pensamento,
Que vai mudar o mundo
Com seus moinhos de vento...

quinta-feira, 5 de abril de 2007

Crônicas de uma noite inóspita

As verdades escorrem
desse meu mísero ser.
Sinto-as por um segundo
Apenas
Pois logo se põem a correr,
Uma por uma.

E, assim, do mesmo modo que
vem vão...
E resta apenas o fluxo inconstante,
com essa inquietude constante,
da busca do pensamento
desse algo o-que-não-sei.

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Sobre uma noite artropodística

Quando uma barata te tira o sono,
Quando se mata três aranhas
quando se quer matar uma barata,
Quando formigas controlam as paredes ao redor da sua cama,
dá até vontade de arrumar o quarto...

----- // -----

A inquietação é divina,
o sossego é terreno,
a resposta é grande,
o problema é pequeno!

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O sono já pede licença,
mas as perguntas continuam...
A confusão não tem limites,
e a inconstância continua.

Basta apenas uma resposta
que englobe todas as perguntas,
As respostas existem,
mas hoje insistem em não sair.

Do mesmo modo
a barata não sai de trás do meu armário,
e acho que as formigas foram dormir.
Ah! Mas as aranhas...

----- // -----

A noite toma seu rumo,
o que está longe de acontecer com
meus pensamentos.
Pelo menos agora o sono
já não parece se importar
com a companhia indesejável...
Era tudo o que eu queria!
Boa noite!

sexta-feira, 30 de março de 2007

Primeira mão

Gente,
Tenho uma notícia de primeira mão pra vcs! Foi descoberto nas redondezas de Roma um velho pergaminho contendo escritos misteriosos. O documento está sendo atribuído a Alvarius Rodericus, conhecido como Mataius pelos especialistas. Trago em primeira mão esse texto antigo inédito para a humanidade. N se sabe ainda as consequências, paras os estudos da filosofia, história e demais ciências relacionadas, a descoberta desse texto. Com vcs em primeira mão:

Pegasus Fantasia

Fac erigere cosmum cordis tui
Omne malum pugnare, potestatem suscitare
Tua constellatio semper teget te
Superare dolorem dareque uim certatum
Pegasus fantasia, somni perficendi
Quia alae cordis somoriantis nemo furabitur
Sanctus Seia
Miles stellarum
Sanctus Seia
Nihil timendum ei, iê
Sanctus Seia
Coniuarcti ui tua
Sanctus Seia,
Pegasus, ad uincendum

Obs:. Esses caras que fazem letras são malucos mesmo! huahuahua

domingo, 25 de março de 2007

Prenúncio

Oi, alguém? hehe! Creio q esse primeiro post as pessoas só verão daqui a um tempo, mas é isso ae! Esse n é um blog que escrevo só qd estou triste, embora isso n queira dizer q isso n acontecerá. Digo isso pra acalmar algumas pessoas!^^Esse é um blog para postar coisas legais que tenho escrito recentemente e ouvir a opinião de vcs! Quero saber o q vcs acham, se vcs gostam, se acham chato, etc! Vou começar com um poema meu q descreve bem minhas intenções com esse blog e essa nova fase! É um prenúncio! Comentem per favore!

O fingidor

Tentei não ser fingidor,
Tentei me prender a mim mesmo,
mas tudo que consegui foi dor,
por isso volto a cantar o sentimento alheio.

Cantarei a saga épica do herói,
E a desilusão do trabalhador,
Escreverei poemas lendários
E o lirismo mais profanador.

Não cansarei de contar
Histórias que sempre ouço falar,
E sim, cantarei com o mesmo ardor,
A morte e a vida, o ódio e o amor.

Eis o prenúncio de uma epopéia,
Eis o começo de uma rotina,
É o reamanhecer de um poeta,
É o fim de mais um dia.