Voar, voar, voar... Como é gostoso voar livremente pelo céu. O vento refresca o calor, o horizonte fica maior e a sensação de liberdade ao percorrer a vastidão do céu é infinita.
Icarus fazia piruetas no ar, voava pra lá e pra cá, testava toda sua velocidade, ia mais alto do que as nuvens, dava grandes mergulhos em direção ao chão, parava de cabeça pra baixo e se divertia como toda criança que voa faz. Bem, na verdade, ele era, e ainda é, a única criança que já voou no planeta terra.
Infelizmente, ele era muito solitário. Seus amigos tinham inveja dele e demonstravam essa inveja ignorando-o e deixando-o de lado. Pobre Icarus, todos tem seus dons, mas o seu era especial demais.
Nas noites mais solitárias, ele voava e via do alto aquela luzinhas acesas das casas e, rasgando o céu, mergulhava para ver as pessoas. Mesmo sem ser visto e convidado, ele se sentia mais feliz por estar perto de outras pessoas e quando havia crianças brincando ele ficava horas olhando pela janela e, depois, voltava muito feliz. Icarus não tinha pais...
Um dia Icarus decidiu voar em direção ao sol. Outra coisa que o distraia da solidão era o sol. Ele era fascinado pelo sol e sempre se perguntava coisas do tipo: "Pra onde vai o sol a noite?", "porque o sol brilha tanto?", "porque o sol nos ilumina?", etc. Ele voou, voou e ninguém nunca mais o viu. As pessoas dizem que ele virou um estrela e que ninguém o vê porque ela brilha de dia.
Talvez a história seja verdade. Sendo essa estrela, ele acompanha o sol que tanto admira, não perturba as pessoas que se sentem tão incomodadas com o seu dom e com o seu brilho e as outras estrelas lhe fazem companhia.
quinta-feira, 1 de novembro de 2007
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Um comentário:
Uhuu! De volta a ação, hein? Hehe! Esse eu já conhecia e já gostava muito! Muito legal o texto, baby! Te amo!
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