quinta-feira, 5 de abril de 2007

Crônicas de uma noite inóspita

As verdades escorrem
desse meu mísero ser.
Sinto-as por um segundo
Apenas
Pois logo se põem a correr,
Uma por uma.

E, assim, do mesmo modo que
vem vão...
E resta apenas o fluxo inconstante,
com essa inquietude constante,
da busca do pensamento
desse algo o-que-não-sei.

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Sobre uma noite artropodística

Quando uma barata te tira o sono,
Quando se mata três aranhas
quando se quer matar uma barata,
Quando formigas controlam as paredes ao redor da sua cama,
dá até vontade de arrumar o quarto...

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A inquietação é divina,
o sossego é terreno,
a resposta é grande,
o problema é pequeno!

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O sono já pede licença,
mas as perguntas continuam...
A confusão não tem limites,
e a inconstância continua.

Basta apenas uma resposta
que englobe todas as perguntas,
As respostas existem,
mas hoje insistem em não sair.

Do mesmo modo
a barata não sai de trás do meu armário,
e acho que as formigas foram dormir.
Ah! Mas as aranhas...

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A noite toma seu rumo,
o que está longe de acontecer com
meus pensamentos.
Pelo menos agora o sono
já não parece se importar
com a companhia indesejável...
Era tudo o que eu queria!
Boa noite!

2 comentários:

Anônimo disse...

aeaeaeae, essa noite alem de inóspita e "artropodística" foi bem criativa hein... hehehehe...
Ficou muito bom renan... eh isso aew...
abraçãoe t+...

Thiago Amorim de Queiroz

Anônimo disse...

Oi Rê! Eu adoro esses poemas! Q bom que vc os colocou no seu blog! Eu gosto pq eles são um pouco biológicos. Hehe! Mto doido! Beijos!